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Tanto Rogério Ceni quanto Enderson Moreira são treinadores vocacionados para buscar vitórias e não armar retrancas em seus times.

Foto: Reprodução/Diário do Nordeste
Tanto Rogério Ceni quanto Enderson Moreira são treinadores vocacionados para buscar vitórias e não armar retrancas em seus times.

Até a faixa etária de ambos se aproxima: Rogério, nascido em Pato Branco, no Paraná, tem 46 anos, ao passo que Enderson, natural de Belo Horizonte, tem 47.

Teoria x prática

Há um detalhe que distancia um pouco a trajetória de vida dos dois técnicos: Rogério Ceni é um ex-atleta que estudou, preparou-se e evoluiu para se tornar treinador. Enderson sempre foi atleta amador, não jogou profissionalmente, mas tem vivência no esporte e formação acadêmica consistente para exercer a função.

"Eu não joguei profissionalmente, mas fui atleta de Sub-15, Sub-17, joguei futsal também, então, eu vivenciei muito o esporte. O ex-atleta que se torna treinador, ele tem a mais a questão de conhecer bem a realidade de vestiários, de como o atleta se comporta e o que sente em grandes jogos, mas uma coisa não determina a outra. Se você não foi um jogador, não quer dizer que você não será um bom técnico", reagiu o comandante alvinegro.

Para Enderson Moreira, ele não é um teórico. "Sou muito prático e a teoria não tem muita função se ela não se aplicar à realidade que a gente vive em campo", avaliou ele.

Vale observar que essa opinião do treinador alvinegro, de modo algum é uma alfinetada em Rogério Ceni, grande campeão em campo. Pelo contrário. Os dois nutrem uma admiração recíproca, tanto pelo trabalho realizado em campo, como fora dele.

Ceni deixa claro essa admiração. "O Enderson (Moreira) é um cara fora de série, muito bacana. Tive a oportunidade de, no curso da CBF, estar ao lado dele. É um cara tranquilo, um profissional correto. Hoje, ele joga num sistema mais parecido com o nosso do que quando ele chegou aqui", afirmou o técnico tricolor.

Expectativas

Os dois treinadores têm boas expectativas para a partida, pois uma vitória dá a calmaria necessária para qualquer das equipes buscar posições mais elevadas na tabela, sem pressão mais imediata.

"Esses três pontos são importantes demais. Quem ganhar chegaria a 17 pontos e daria um salto de qualidade para continuar buscando os objetivos na Série A", avaliou Ceni.

"A expectativa nossa é de fazer um grande jogo. Acho que é o que todo mundo espera: que seja um jogo bem jogado. Que o torcedor possa vibrar", atestou Enderson.

Elogios

Os dois técnicos se elogiam mutuamente, já com vistas ao clássico: "Dá para ver o trabalho bem-feito que vem sendo feito pelo Fortaleza. O que o Rogério faz fala por si só", elogiou Enderson.

Indagado sobre se esse seria o maior clássico de todos os tempos entre Ceará e Fortaleza, o treinador alvinegro avaliou: "Ao longo da história, com certeza, já houve jogos magníficos, eletrizantes, com atuações fantásticas de lado a lado, mas esse tem alguns aspectos especiais. Os dois times estão na Série A, com pontuação idêntica. São duas equipes que buscam jogar com qualidade, marcando em cima, com ideia de jogo atual, não é sistema tático só baseado na transição", comparou Enderson Moreira.

O comandante alvinegro disse que a expectativa é de que este Clássico-Rei, pela 13ª rodada do Brasileirão, será disputado nos mesmos moldes.

Momentos

Há uma ligeira diferença nos momentos porque passam Rogério e Enderson nas suas equipes. O primeiro já está com um lugar reservado no coração dos tricolores pelas conquistas que vem conseguindo e Enderson tem mostrado ao longo dos jogos que a torcida pode confiar nele.

Tempos

Rogério Ceni já está - somando-se no geral o seu tempo de clube - há um ano e oito meses à frente do Fortaleza, tendo disputado 93 partidas pelo Leão. Foram 51 vitórias, 18 empates e 24 derrotas.

Rogério vive um momento de identificação no Estado do Ceará, tentando aprender um pouco mais do jeito de ser do cearense. "O povo cearense é muito acolhedor, alegre e isso se reflete no futebol como um todo. O futebol nordestino gosta de times rápidos, que joguem com atacantes velozes, até pequenos, que buscam o jogo individual. No Sul e Sudeste, se a gente jogar com uma linha de três, com três zagueiros, as pessoas vão encarar como algo normal. Aqui, já se estranha um pouco", comparou Rogério Ceni.

Enderson Moreira está no Ceará desde o dia 24 de abril e só comandou o clube na Série A do Brasileiro. Tanto Ceará como o Fortaleza estão com 38,9% de aproveitamento no Brasileirão.

"Gostei de chegar aqui e encontrar um clube com saúde financeira boa, que dá boas condições aos jogadores", comentou o treinador alvinegro.

Metódicos

Os dois técnicos são metódicos e estudiosos. Rogério Ceni é 'madrugador'. "Eu gosto de ficar em casa vendo jogos. Numa madrugada dessas assisti a cinco e só fui dormir às seis da manhã. Eu gosto do que faço", disse o treinador, que tem o tênis como hobby.

Já Enderson Moreira é adepto do squash (esporte que utiliza raquete para jogar bola contra uma parede). "Eu não gosto de perder em esporte nenhum. Não sou de perder sono, mas já acordei na madrugada sonhando com um jogo, porque a nossa profissão não sai da cabeça", confessou.

Clássico-Rei vai reunir dois técnicos que se admiram, têm pontos em comum e utilizam estratégias parecidas, como treinos fechados. Seus times têm vocação ofensiva para pontuar.

Diário do Nordeste
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