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ÚLTIMA HORA

Expectativa positiva


Geraldo Bubniak/AGB
O que o Ceará começou na tarde de ontem, o São Paulo pode concluir por ele na noite de hoje. Basta o tricolor paulista não perder para o Sport, no Morumbi, em duelo marcado para as 19 horas (de Fortaleza) que o Vovô poderá comemorar a permanência antecipada na Série A do Brasileiro.

A explicação está na derrota do Fluminense para o Internacional, por 2 a 0, ontem. Como na última rodada o tricolor carioca enfrenta o América-MG, os dois não podem, juntos, ultrapassar o Vovô. Em contrapartida, o vencedor desse duelo e o Sport, se vencer os dois jogos que ainda tem, poderiam. Caso o time pernambucano não vença hoje, perde-se esta condição.

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Se o grito ainda não puder ser liberado hoje, o Ceará só vai carecer de um empate no domingo, diante do Vasco, no Castelão, para selar a participação na Série A 2019.

Tudo isso só é possível devido ao empate em 2 a 2 que o Ceará arrancou do Atlético-PR ontem, na Arena da Baixada. O resultado quebrou sequência de 12 vitórias consecutivas do Furacão como mandante na Série A. O Alvinegro poderia até ter saído já salvo de campo, se Richardson não tivesse desperdiçado cobrança de pênalti no segundo tempo.

Wescley foi o destaque da partida. Após cinco meses sem jogar, o meia-atacante entrou na vaga do Ricardinho aos 28 minutos do segundo tempo e mudou o jogo. Foi dele o gol de empate, aos 37, aproveitando sobra de bola na grande área. Puxou também contra-ataques perigosos, numa partida com oportunidades dos dois lados.

Não se esperava muito de uma partida entre Atlético-PR reserva, focado na semifinal da Sul-Americana e um Ceará no esquema 3-5-2. Escalar três zagueiros foi a forma encontrada por Lisca de, na pior das hipóteses, não sair de Curitiba com a sacola vazia, já que o Furacão foi avassalador em casa na competição. Quando atacado, o Vovô se reorganizava em um 5-4-1, encurtando o espaço do mandante.

Até Leandro Carvalho abrir o placar para o Ceará, aos 25 minutos de jogo, o rubro-negro paranaense ainda não tinha acertado a meta de Everson. O Furacão só começou a assustar depois dos 35, principalmente com Bergson e Marcinho, mas a defesa alvinegra conseguiu manter o placar até o intervalo sem maiores problemas.

No prejuízo, já era esperado um Atlético-PR mais ofensivo no segundo tempo, mas o que se viu foi um rolo compressor. Em 12 minutos, três chances reais e dois gols marcados. O primeiro por Marcinho e depois com Lucho González.

Naquele momento, parecia que a ampliação do placar por parte dos donos da casa era questão de tempo. O Atlético-PR tinha mais posse de bola, trocava mais passes e pôs uma bola na trave.

Foi quando Lisca resolveu sair pro jogo, colocando Felipe Azevedo e Wescley, deixando o jogo franco. O primeiro teve chance aos 28. Dois minutos depois, Wescley sofreu pênalti, mas Richardson desperdiçou. Demonstrando que não perdeu a qualidade na finalização, o meia-atacante não errou quando a oportunidade se apresentou para ele: 2 a 2.

Toda a entrega alvinegra por pouco não escapou entre os dedos. Aos 43, Bergson conseguiu marcar o terceiro para o Furacão, com a coxa, mas a bola tinha batido no braço dele antes e o árbitro invalidou o lance, para alívio do Vovô, que, com o resultado, está quase livre do risco de rebaixamento.


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