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Ministro da Segurança anuncia cinco centros de inteligência para combater crime organizado


O ministro da Segurança Raul Jungmann anunciou na manhã desta quinta-feira (15) a criação de cinco centros de inteligência para combater o crime organizado no país. As unidades serão integradas a um centro nacional em Brasília. A primeira unidade foi lançada pelo ministro em Fortaleza.

"[Os cinco centros estarão] Reunidos dentro de um centro integrado de comando e controle voltado para a inteligência, para chegar ao comando do crime organizado, aos seus arsenais e aos seus recursos. [Fortaleza] É o primeiro centro regional de um total de cinco que estarão ligados ao centro nacional que ficará em Brasília."

O lançamento ocorreu no Palácio da Abolição, sede do governo estadual. Além da presença do ministro Jungmann, estavam presentes o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, e o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira.

O investimento na unidade cearense será de aproximadamente R$ 2 milhões. A contratação e a manutenção de pessoal serão bancadas pelos estados nordestinos e o governo do estado do Ceará cedeu o prédio. Localização e número de agentes do centro não foram divulgados.

Assassinato da vereadora Marielle Franco
O anúncio do ministro da Segurança Raul Jungmann ocorre um dia após o assassinato da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro. Ela foi morta a tiros dentro de um carro na Região Central do Rio, por volta das 21h30 desta quarta-feira (14). Além da vereadora, o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, também foi baleado e morreu. Uma outra passageira, assessora de Marielle, foi atingida por estilhaços. A principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios é execução.

"Quem cometeu este crime bárbaro não ficará impune", disse Jungmann, que deve se reunir com as forças de segurança do Rio na tarde desta quinta.

O presidente da República Michel Temer disse que a morte de vereadora no Rio foi um ato de 'extrema covardia' e um 'atentado à democracia'.

Marielle fazia parte do grupo de 4 relatores de uma comissão criada em fevereiro para monitorar os trabalhos da intervenção federal na segurança pública do estado. Ela tinha 38 anos e foi a 5ª vereadora mais votada em 2016.

Uma dia antes de ser assassinada, Marielle reclamou da violência no Rio, no Twitter. No post, ela questionou a ação da Polícia Militar no caso que envolveu a morte do jovem Matheus Melo. A família acusa policiais pela morte do rapaz. "Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM. Matheus Melo estava saindo da igreja. Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?"

Na mesma rede social, Marielle chamou o 41° BPM de "Batalhão da morte", no sábado (10). "O que está acontecendo agora em Acari é um absurdo! E acontece desde sempre! O 41° batalhão da PM é conhecido como Batalhão da morte. CHEGA de esculachar a população! CHEGA de matarem nossos jovens", escreveu ela.

Onda de violência no Ceará
A capital do Ceará foi escolhida para abrigar a primeira unidade do centro integrado de combate à violência no momento em que o estado atravessa uma onda de crimes. A escolha partiu de um acordo entre os governadores do Nordeste durante uma reunião que aconteceu no dia 6 de março.

Em 2017, Ceará teve número recorde de homicídios: foram 5.134 durante todo o ano, conforme dados oficiais do estado. Em outubro, o governador do Ceará, Camilo Santana, havia dito que 82% dos homicídios ocorrem em consequência do conflito entre facções que disputam territórios de tráfico de drogas.

Em janeiro, criminosos invadiram uma festa e mataram 14 pessoas em uma chacina no Bairro Cajazeiras, em Fortaleza. Nos 11 primeiros dias do ano, 200 pessoas foram assassinadas, uma média de 18 por dia.

Em 16 de março, dois líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital foram encontrados mortos em uma mata em área de reserva indígena. Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, era considerado pelo Ministério Público de São Paulo um dos números dois na escala de chefia do PCC. Investigações apontaram que eles foram executados. Havia a suspeita de que ele estivesse controlando o tráfico de drogas no Paraguai.

G1/CE

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